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DANÇA DA VIDA!...

 

Apresentei-me para dançar...

Fui colocado neste grande salão chamado vida,

pelo ser mais belo que conheci,

certamente o que mais me amou!...

Ah!...Como foi, por diversas vezes, difícil dançar!...

       Atire-me nos braços da infância, entre sonhos, sem pecado fui crescendo,

  neste grande salão, passavam-se muitas coisas entre meus olhos!

     Meu coração sofria, a cada instante, que perdia um animal, uma plantinha;

 Sorria, toda vez, que de alguma forma aquela majestosa

senhora de amor me devolvia...

 

Ah!...Cada brinquedo, cada palavra de meu pai,

cada ensinamento, e assim fui dançando...

O encontro da fé...Nossa!...Templos enormes, suntuosos,

e, em suas portas, por vezes, seres com fome e frio!...

Nossa!...Quantas vezes, pegava minha merenda, e, às escondidas,

entregava a estes que nem sei qual destino tiveram neste imenso salão.

Depois, fui saindo deste mundo dos pequenos anjos.

E nos estudos fui procurar o conhecimento das letras,

que maravilha a cada boa nota, e que decepção, comigo mesmo,

 a cada nota vermelha...

 

Ai a gente vai procurando amigos...

Lança-se, de novo, neste imenso salão,

 que dificuldade alguém se apresentar para lhe fazer par...

Assim a gente aprende

que antes temos que nos livrar de cobranças,

de qualquer tipo de egoísmo, abrir nosso coração,

 entregar a mão, compartilhar da dor, do sorriso,

saber dizer um “sim”  e, principalmente,

 ter a coragem de interpor o “não” quando necessário... 

Nossa!...Muitos se apresentaram,

Mas poucos me restaram...

 

Assim a gente vai, neste grande salão de dança,

 ao encontro, enfim, de algo que venha nos fazer conhecer...

O êxtase de tudo... do prazer, da felicidade,

isto chama-se amor!...

Nossa, este então, como foi difícil...

Procurado entre muitos no salão, passei por eles,

 com eles conheci a traição.

Depois, conheci um daqueles amores,

 que você mesmo diz impossível,

 e me enganei...

Com este conheci todo o êxtase, o brilho das estrelas,

 o romantismo da lua, a força dos vulcões,

a brisa do mar, nossa sensação única esta!...

 

Assim é este grande salão,

 que este ser chamado mãe me colocou,

 agora que ela se foi para os braços do criador,

 do gerente destes salões,

resta-me sentar  e dar lugar a outros que chegam para dançar,

 seria você?!... 

 

Paulo Nunes Junior

31/01/06

 

        

 

A DANÇA

 

DANÇA DAS EMOÇÕES

by Penhah Castro

 

Sim meu amigo vim para dançar contigo

Vamos começar dançando ao ritmo das emoções
Primeiro vou convidar

a INDIFERENÇA para bailar....
Mas, ela desengonçada, de dançar não sabe nada!
Sabe ser impertinente e, nunca está contente...
Vou convidar o MEDO será que eu o quero como meu par.?..
Não me dei bem com o medo!
Ele quer somente apagar as luzes do salão
e nos deixar na escuridão...
AH! Medo irracional não te quero como par
nada temos a trocar....
Eis, que sorrateiramente chega a TRISTEZA...

Chorava as perdas da vida e, pensava que dançava...

Ela interrompia o processo para se alcançar a felicidade...
Era preciso deixá-la esgotar as lágrimas que ainda iam rolar.....

Não quero tal parceira para a noite inteira ficar !!!!!
Mas, olha quem veio me convidar

para esta linda valsa bailar!

A graciosa FELICIDADE juntamente com a ALEGRIA!

Minha festa está completa
O salão da vida está repleto
Elas ocupam um grande espaço

Não tem lugar para mais ninguém
Elas so deixam a familia entrar....

Ai, então foi um grande desfilar

Veio a PAZ, A CARIDADE, o AMOR m a GENEROSIDADE
Olha a SOLIDARIEDADE!!!!

E a PAIXÂO....???!!!!!

Amigo querido queres me dar tua mão?

Vamos dançar com as emoções?

Beijinho
Penhah

        

 

Dancemos á vida vida amigo

Heloisa Abreu

 

Ela bem merece

Uma valsa

Vaqueemos abraçados,
Na vastidão deste imenso salão 

Sem perder de vista o ponto
Mais brilhante de nossas vidas.
Pontos de luz,
Lanternas que um deus perdeu
Numa passeata pelo Universo,
São a nossa salvação,
São o que perdemos e agora achamos
Na longa e triste estrada.
O corpo muitas vezes ferido,
A carne enrugada de frio

Ou úmido pelo calor
Que há muito se perdeu neste caminho chamado vida.
Visto-me de cor para esta valsa contigo dançar ,
Limpa-me as lágrimas que secaram
Sem eu me aperceber.
Não estou triste,

Portas se fecharam

Mas dezenas de outras foram abertas

Durante este nosso valsar
Infeliz...nem um pouco,
Perturbada talvez
Não estou mais sozinha…
Entre teus braços passeio pelo mundo
Encontro outros anseios
Quem sabe se não me invadem a mente
Sensações que nunca antes as tive ?
Rodopio...vejo passar por nós

O passado,

Logo em outro rodopiar o futuro nos espreita

Prometendo dias mais brilhantes

O presente se apresenta num singelo curvar…
 Penetramos a valsar 
Corações que pouco conhecemos…
Damos boas vindas á nossa alma
Que flutua em liberdade…
Um paradoxo que colide em nós…
E que de nós livre sai…
Para nos permitir a leveza de uma
Noite de valsas sem tormentas…

 

HELÔ ABREU

 

        

 

ENTRANDO NO GRANDE SALÃO

Socorro Lima Dantas

 

Eis-me aqui  entrando neste

admirável salão de emoções,

Onde flutuam as cores e os sonhos do meu passado...

Ah ! como sempre predominou a cor vermelha

os sonhos que me fizeram sentir a mais linda mulher:

o coração pulsando sempre apaixonado !

  

É emocionante e impressionante dançar nesse imenso salão,

onde cada passo dado, assisto ao filme em câmera lenta,

conheçendo todos os personagens um a um.

Alguns foram muito importantes em minha vida, o

utros apenas passaram por ela....

 

Ah! história complexa, com sonhos, músicas, braços, abraços, começo, meio e alguns términos.... inesperados... 

Os braços tornaram-se lentos, os abraços já não são tão apertados,

a mamãe, ainda ao meu lado, deu-me vida,

ensinou-me os primeiros passos, a primeira fala o equilíbrio do eu e do ser.

- Antes, tão cheia de vigor.

Hoje dança tão lentamente

e eu a observar, até quando?

Ah minha infância partida, menina peralta, cheia de energia, emoções e novidades a cada instante.

Quantas advertências e castigos... merecidos...

Os meus 15 anos... Este foi inesquecível, por uma peraltisse minha... culpa minha... Um castigo... O papai estava certo. Não houve festa. 

 

Na adolescência, somaram-se os sonhos a realidade.

dançando na responsabilidade da vida, a labuta logo cedo, mas meu sonho estava começando... a dança ainda estava no princípio.

 

Entrei tão cedo nesse salão tão grande, cheio de venturas e desventuras, segurança e insegurança, alegrias e tristezas.

Vieira as formaturas...

O papai, me carregando tão cheio cheio de vida no passado,

Levou-me a dançar duas valsas, duas formaturas conquistadas...

Que sonho para ele, afinal lá estava eu, a mais peralta de sua filha realizando sonhos que também eram sonhos seus, estávamos juntos na dança da vida.

Ele feliz, dançando, flutuando e me fazendo imaginar como seria o amanhã

Na verdade, eu estava sonhando que dançava aquelas valsas ou eram sonhos ? Aquelas valsas estavam mesmo tocando?

 

Depois vieram os amores...

a insegurança no amanhã, a ilusão....

 o meu poeta preferido J. G. de Araújo Jorge, onde encontrei resposta para as minhas inquietações e aprendi o que significada a palavra AMOR.

Segui em frente, deixando os acontecimentos chegarem. Afinal, estava sonhando... Não poderia deixar de sonhar. Nem de dançar...

 

Outra valsa foi tocada nesse salão,

Outros sonhos conquistados....

Eu de novo nos braços do papai, cheia de novos sonhos,

entrando em outro salão, desta vez um salão sagrado, onde o papai entregou a minha vida aquele que me deu o amor.

Quanta insegurança nessa dança...

Mas o meu coração tinha razão.

A dança foi perfeita, o par perfeito, o amor verdadeiro !

 

Ah! minha valsa querida, você não parou de tocar,

Vieram os filhos, as formaturas deles!

E eu, flutuando com meus filhos na valsa da vida,

ensinando-lhe o que aprendi sozinha ou com meus pais!

Dancei com eles as suas valsas, nasformaturas de suas vidas...

Agora, caminham sem a minha mão protetora...

Depois veio a netinha... Que linda, me chama de bobó!

 

Como é colossal essa história.

Agora, chegou a saudade,

o amor da infância jurado, guardado no peito em segredo !

 as decepções dos amigos,

as cobranças e as renúncias da vida...

 

A valsa continua...

Vou dançá-la até quando ?

Será sonho, essa vida cheia de valsas,

de encontros e desencontros, ganhos e perdas, alegrias e tristezas ?

 

Sinto-me só, deslizando nesse imenso salão.

Sinto que a orquestra não para de tocar

E eu não consigo parar de dançar ...

 

Olho em volta, procuro e não encontro meu par,

o meu grande parceiro das emoções de todas as valsas dançadas:

o eterno e amado papai, o maior de todos os meus amigos, que partiu, sem acenar para mim. Não deu tempo para o último aceno...

Então vida, valsa, salão, sonhos, música, pessoal, peço que me escutem, 

quero fazer um pedido:

concedam-me uma pausa...

Preciso deixar o salão, o meu grande parceiro se foi.

Posso conceder a você o meu lugar,

Aceitas ?

Se aceitares, prometo te ensinar os primeiros passos,

mas não posso prometer posso dançar por você.

Obrigada por aceitar,

desejo a você uma dança de sonhos e felicidades!

Socorro

15/03/2006

         

 
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