Lamentos da alma!

 

 

Ah, quanto temos que conviver com as dores...

Cada qual, certamente tem a dimensão de sua própria dor.

O que parece a um uma dor menor, ao outro, que a sente;

 é de uma dimensão sem extremos.

Esta dor transforma-se em lamento e deparamo-nos com aqueles que estão a lamentar suas perdas,

 muitas das vezes irreparáveis.

A perda de um amor que pensava ser só seu;

a perda dos bens materiais conquistados através do esforço,

do trabalho dignificante; a perda para a morte de quem lhe era querido...

Às vezes, os lamentos são tantos a um só ser, que custa acreditar que o mesmo consiga sobreviver às suas dores.

Encontramos os que conseguem.

Outros, ao desespero de seus lamentos eternos se entregam até mesmo aos braços da morte.

Dos lamentos nasce a depressão.

Deles advém um choro profundo capaz de sensibilizar até mesmo os anjos,

quando nos deparamos com esta lágrima que chega a ter o odor do sangue.

Procuremos aproximarmos e tentar suavizar esta.

Procuremos transformar um mundo sem os lamentos da violência que tira vidas,

da fome que destrói a alma de crianças puras transformando-as em monstros criminosos.

O lamento de quem sai pela vida tirando do outro aquilo que lhes pertencia, seja material, ou espiritual.

Os lamentos de existirem os incenssíveis às dores de seu próximo.

 Incomodando-se, tão somente, com suas próprias dores.

Busquemos um mundo melhor...

Onde a cada dia sejamos responsáveis pela construção, busquemos nossa auto-afirmação,

mas sem machucar os que em nossa frente se colocam, busquemos entender cada lamento, pois, certamente,

existirá o dia que a nossa dor nos fará proceder da mesma forma.

Enfim, façamos de nossa filosofia maior de vida sempre o sorriso na face de quem nos cerca e,

 lembremo-nos sempre:

Que aquele que lamenta algo que perdeu,

e, se o perdeu...

Antes, o conquistou.

Portanto, devemos respeitá-los.

 

Paulo Nunes Junior

SP/Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

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