Sentimentos

 

Quando a lua se põe ela enaltece minha alma...

Chama-me ao encontro da poesia

que se faz agora companheira de noites intermináveis...

 

Nos momentos que se passa frente aos olhos,

agora embaçado pelas lágrimas que o tempo deixara;

a solidão adentra pelas frestas da janela

da vida e toma-me por inteiro...

 

A poesia se faz senhora a acompanhar-me

neste martírio sem fim, onde a procura pela felicidade

se fez constante, mas a cada dia sendo vencida pelas dores...

 

Nas dores que atravessam a alma.

Daquelas que são lançados por amores ingratos,

amigos que se faziam estrelas,

mas  apresentam por fim trevas penetrantes...

 

Nestes dias que se passam o sorriso se foi.

Vencido pela dor do descaso,

irmão do esquecimento...

Dores oriundas pelas perdas constantes,

fazendo o cansaço fazer-me debruçar

sobre as escadarias do tempo e entregar-me...

 

Agora, a pena se faz gêmea de alma.

O silêncio é dominante,

o sabor nos lábios da saudade,

a pele fria, o coração em pausa,

sentimentos diversos dia, noite, tempo, vida...

Ah, que sentimentos estes!?...

 

À última chance apego-me.

E, nela, deposito todas minhas esperanças,

com ela caminho a procura

de encontrar-me a tempo,

de fazer o sorriso voltar a esta face marcada.

Esta, que se faz agora minha essência...

Esta, que não tem rosto, corpo,

mas é minha derradeira amiga,

minha fé!...

Paulo Nunes Junior

 



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