PERDI...

 

Nesta busca percorri os vales do descaso,

suplantei as dores vindas da humilhação,

tornei-me tão rastejante que senti o gosto da própria terra...

 

Em busca de teu calor aproximei-me do sol;

e ele era gelado perto da lembrança que tenho de tua pele.

Na busca de teus lábios fui em busca da lua;

e ela não tinha o sabor do amor que advinha de teus beijos.

Em busca dos teus olhos joguei-me nos oceanos;

e, nem mesmo eles, tinham a dimensão da força de teu olhar...

 

Agora solitário

a percorrer caminhos estranhos

lanço-me em meio ao acaso sem saber o que me espera,

Quanto mais te busco,

mais a lágrima da saudade me cobra tua ausência,

Por mais que fuja de ti teu cheiro está entre meus lençóis

e, neles, lanço-me para poder sentir-te...

 

Ah!...Como sobreviver?

Como continuar a trilhar este caminho imposto pela senhora vida

se agora me sinto zumbi de meus pecados?

Ah...Como corroi esta ausência de tuas mãos,

das tardes em que trocávamos confidências

da comunhão de corpos, da entrega de nossas almas?...

 

Agora vem a senhora verdade -

impiedosa - mostra-me que te Perdi,

Como a sentença de minha própria morte

a levar-me nos braços da Solidão...

 

PAULO NUNES JUNIOR

 

 

 

 

 

 

 

 

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