ÔMEGA

 

Fecho os olhos...

entrego-me aos meus pensamentos mais profundos,

vem o sono, e com ele passo a viajar entre um mundo que desejo,

encontro-me em meio a nações diferentes...

Os homens se amam, dão suas mãos,

vejo no semblante das pessoas o sorriso,

vejo nos corações a almejada paz,

percorro as matas;

encontro-me diante dos pássaros raros voando

com seu cantar me tocam a alma; todos livres sem medo dos homens.

 

Olho para as crianças e as vejo libertadas a brincar entre si,

passo então a perceber que portas janelas

das casas estão sem trancas,

olho para as mães e as vejo sorrindo

todas a preparar alimento farto para os seus.

Percorro então outros caminhos...

Encontro-me com os homens de fé e eles agora

 comungam um só Deus;

Dele nada mais disputam entre si,

somam-se as religiões...

entendendo enfim,

que Deus pode ser pai de todos sem privilégios

 sem diferenças.

 

Ai busco caminhos mais difíceis...

Vou ao encontro do chamado amor e, lá,

Encontro-me com alguém que me da apoio, carinho,

afeto, respeito...

Que é sim, companhia para até mesmo o pós-túmulo.

 

Por fim,

Observo que as águas estão límpidas,

as nações trocaram suas armas,

por coisas que fizeram a pobreza ser erradicada enfim...

 

Ai... acordo!...vejo-me aqui...

Aproximo-me de minha janela e tudo continua como antes,

Mas, se alguns chamam-me de poeta porque não?!...

Devo acreditar sim...

Faço então de tudo um ômega de amor,

e vou ao encontro da ‘pena’...

Escrevo sobre o que pode transformar tudo em real o Amor!...

Agora, enfim...dependo daqueles que lerem...

 

Paulo Nunes Junior

09/06/2006

 

 

 
 
 
 

 

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