PÃO OU ROSAS...

 

 

Se, busco o alimento do corpo...

Contento-me com o pão extraído de ti, ó trigo.

Cuja receita deixada por antigos, mestres ilustres.

Dentre eles, o maior,

O filho de Deus!

 

Tu me ofereces o pão.

O alimento físico necessário para minha vida.

Mas, a rosa me oferece o alimento da alma,

Com sua cor, seu aroma, seu perfume,

Ao embelezar meus dias...

 

E, mesmo que me entregues espinhos,

E, por vezes, machucam-me...

Mesmo assim, se faz importante em meu viver.

Como companheira amiga,

Em teus exemplos de beleza e encanto...

Na sua magia e toque único.

 

Assim somos nós homens...

Não poderíamos viver sem o pão,

também não; sem a rosa.

Tanto um como a outra,

Ofertada pelo Rei deste universo.

 

Faço de vocês minha vida,

Do pão que nunca me faltou e pude repartir.

Das rosas, muitas oferecidas com carinho e amor,

Outras, com maldade e mentira...

Mas, mesmo delas extrai conhecimentos.

Para meu viver...

 

Enfim...

Não haveria como sorrir,

Sem compartilhar de vocês...

Ofertados por meu Pai...

em abundância!

 

Paulo Nunes Junior

SP/ Brasil

 
O PÃO OU AS ROSAS
 Margaret Pelicano
 
Nem só de pão vive o homem,
diz o ditado popular, ele é bem
para quem consome, o símbolo da carne,
da entrega do divino, um andaime;
 
O pão que a muitos alimenta,
na mesa do pobre se ausenta,
trazendo o sofrimento, a humilhação...
Triste de quem por ele se imola,
 
é uma violação! Deveria estar
em todas as mesas, alimentar
para que a vida em rosas,
pudesse, como bandeira, desfraldar!
 
O pão, o teto, a roupa, a escola:
dignidade que se arrola
enfeita de flores a consciência,
 diminui a ignorância, a demência,
 
torna o humano divino!
O pão ou as rosas?
Ambos alimento e beleza,
são o suprimento da delicadeza!
 
Brasília - 24/04/2007

 

 

 

 

 

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