1. Quaresmeira!...

 

 

Quaresmeira
 
Percebo-te desvelada aos olhos fitos nesta serra
Descortino tua áurea colorida de novo tempo iniciado
recobro-me os dissabores previsto de tarde o luto terra
Tuas cores são mentirosas em teu encanto sofro calado
 
Recolho-me em minhas dores para frutal de renovação
Rompo o lacre e sementeio o perdão à forja do trabalho
Aposto em meus instintos saboreio o canto da pacificação
Teu dito excluso é de tua própria exclusão que embaralho
 
Fartei-me da ignorância do ponto partido de estrelas anãs
Cansei-me de teus dizeres sem nexo em contexto amargurado
do estrelismo que propagas não notastes luzes irmãs
Cega-te teu orgulho pois que o véu perde a cor do azulado
 
Imanta-te aos descamisados aos farrapos da vaga moral
Certo que dos mendigos os piores são os mendigos morais
tais quais os avarentos que vivem como pobres e morrem ricos
viverás com tuas verdades insólitas e morrerás com tuas mentiras.
 
Aleluia!...
 
Princips
13/04/06

 

 

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