Lacre
Princips
 
Por quem me tomas mulher de ímpeto milenar e lacrimal,
para que te deténs ao meu encontro ao meu lacre secreto,
Por quantas capas e mantos passam os súditos à proteção real?
Acaso sou para ti o amanhecer em afeto as noites de desafeto!?
 
Quantos são os espelhos combatentes à fúria do mal?
Qual a tênue camada que te conduz por completo?
Só o Amor quem retira o meu véu espesso e trivial!
Pois bem, felina voraz, não desejo ser indiscreto!
 
Sou a voz firme e fria em deleite da escuridão,
Sou o conteúdo das verdades limiares,
Sou o profeta aos que descaminham amargurados,
Sou a paróquia em que se rasteja a sina retumbante,
Sou o domínio dos brilhos opacos de Jades,
Sou o fluxo de controle das carnes correntes,
Sou a visão que sentinelas guardam para legado dos sofredores,
Sou o período e ciclo para vivendas de regeneração,
Sou o archote empunhado e deliberado de  Diógenes
Sou servo Dele! E em analogia a ele digo vos:
Não retires de mim o que não podes me dar
Nem o "sol" nem o Amor!
Pois que antes te detenho e a mim esta confiada!
 
Não sou o "Eu sou mais Eu" dos césares!
Nem sou o "Sou quem Sou" do Amor!
Mas Sou o que te digo!!!
Princips
12/01/06
 
 
 
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