A derrocada...

 

 

Infelizmente não estou triste com o homem (isso seria melhor), estou desiludido...Nestes textos que escrevo que a meus próprios olhos são ínfimos, quero dizer do momento deplorável que a equidade permite uma falsa democracia. Onde o terrorismo individual abusa das máscaras do carrasco (da dor alheia) para abastecer a fome maligna que lhes assolam.

Há, lamentavelmente, um bando de "chupim" um tipo de parasita ambulante, que suga daqui e dali, para saberem se conseguirão um pouco de alimento em sua depreciada vida de hematófagos no inferno consciente que se projetaram.

E nisto, é díficil vivenciar um grau de tão baixa elevação (rastejante), entre os desajustes que a sociedade impõe face ao comodismo peculiar. Enojado assisto a linha de palco em riste, quando bem sabemos que a farsa se promove pelos descamisados, favelados, passa-fomes da alma humana, pois que não é da miséria física que falo, é propriamente da miséria espiritual.

É como culpar a Deus pelos flagelos que a inércia, a maldade e o comodismo derivaram. É, lá, o coitado do diabo, que feliz deve estar, em receber os méritos ou as culpas por tudo de ruim que ocorre. Tal qual nas assembléias teatrais de escusos financeiros (em que tudo é culpa do diabo). Talvez, sejam piores do que os cultos satânicos pela popularidade que adicionam.

É o cão latindo para o cão, porque não distingue que a ovelha, o carneiro e o pássaro não são os seus iguais, na linhagem distinta em escalada de vida. Ainda que, todos os animais vivenciem seus próprios martírios na linha carmica.

A inveja é a força e a derrota, mas ela é, sem dúvidas, a herança disputada entre inúmeros descendentes que assolam o globo terrestre nas trevas humanas, que somente a morte (pensam eles) podem libertar. Buscam à morte, promovendo a discórdia, a falsa modéstia, o cunho religioso, bradando: "- Eu sou cristão", quando na verdade são os diletos descendente de cains, dos macabeus, dos herodes da vida, e dos "ominhos" do tipo adolfs, ladens, entre tantos ainda não tão famosos.

Mas, será certo na morte que onde quer que estejam, poderão dizer: "Eu tive minha chance". Em algum momento o bem esteve de frente com o mal e ofereceu-lhe a mão, porém, os atributos que lhes eram

inerentes foi o reverso da escolha, dada a incompreensão, o prazer momentâneo, a era derrocada em que se encontravam por arbítrio próprio. E, depois disso, só a verdadeira humildade (que não lhes é própria) poderia lhes fazer alcançar o rito do perdão. 

 

Príncips

25/08/2006

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